A quarta-feira (30/08) está sendo marcada pela paralisação das Prefeituras. O movimento ocorre não somente no Ceará, mas em outros dez Estados do Brasil. O objetivo dos gestores é reivindicar mais receitas do Governo Federal para os municípios.
Até a véspera da manifestação, a Associação dos Municípios do Ceará (Aprece) havia confirmado a adesão de 172 das 184 Prefeituras do Estado. Ao longo do dia, a expectativa é que centenas de gestores compareçam à Brasília para solicitar mais apoio de parlamentares do Congresso Nacional.
Intitulado de “Sem FPM não dá, as Prefeituras vão parar”, o manifesto tem refletido na paralisação de serviços, sem comprometer os essenciais. De acordo com a Aprece, cada gestor tomou a liberdade de conduzir a manifestação com autonomia.
Confirma os cenários em algumas cidades cearenses
Cascavel
Na cidade da Região Metropolitana, os ônibus universitários não foram disponibilizadas na manhã desta quarta-feira. Além disso, as aulas da rede de ensino municipal foram suspensas, bem como o atendimento em postos de Saúde de alguns distritos da cidade.
Pindoretama
No Litoral Leste, a 50km de Fortaleza, todas as aulas foram suspensas. Na Saúde, os serviços foram mantidos normalmente.
Iguatu
As aulas dos polos universitários e dos Institutos Federais foram mantidas, mas os alunos não tiveram acesso aos ônibus universitários, já que os serviços foram suspensos.
Crateús
Apesar do município apoiar o movimento, as informações dão conta de que a Prefeitura local não paralisou as atividades.
Ipueiras
Assim como Crateús, a cidade vizinha também não comprometeu a oferta de serviços à população neste dia de manifesto.
Sertão Central
Nesta região, que reúne 18 municípios, todas as Prefeituras aderiram à manifestação. Em comitiva, os gestores estarão presentes na sede da Assembleia Legislativa do Ceará para manifestar a insatisfação com a queda dos repasses das verbas federais.
Em Ibaretama, município da região, a prefeita Elíria Queiroz ressaltou que o movimento tem caráter preventivo e de alerta. “Queremos mostrar a grande crise financeira do municípios e mobilizar deputados, senadores e cobrar um apoio mais cuidadoso. Ibaretama não tem uma receita própria, mas acreditamos que Lula terá um olhar atencioso com os municípios”.
Horizonte
O prefeito Nezinho Farias (PDT) afirmou que apoia o movimento, mas que por questão de calendário, optou por dar suporte à causa sem paralisar a oferta de serviços em Horizonte.
Ainda conforme a Aprece, a situação beira um colapso. Dados apresentados pela entidade dão conta de que no primeiro decêndio de agosto foram R$ 8,8 bilhões a menos, se comparado com a verba repassada no mesmo período de 2022. Além dos Estados do Nordeste, é prevista também a adesão de cidades de Santa Catarina, Paraná, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em breve mais informações


