PUBLICIDADE

Diocese de Crateús festeja a chegada dos restos mortais de Pe. Alfredinho

A Diocese de Crateús, município a 350 km de Fortaleza, recebeu neste sábado (11/02) os restos mortais do Pe. Frédy Kunz, conhecido Padre Alfredinho. O primeiro momento da solenidade se deu na Catedral Senhor do Bonfim, onde aconteceu um breve momento de oração com a urna contendo os ossos do sacerdote. Em seguida, os fiéis se dirigiram para a Igreja de Santa Terezinha para a continuidade da programação.

Diocese de Crateús festeja a chegada dos restos mortais de Pe. Alfredinho
Foto: Reprodução

Na ocasião, milhares de diocesanos aguardavam o momento e diversas pessoas da região dos Sertões de Crateús marcaram presença. Após a descida da urna e sua entrada, houve o compartilhamento de testemunhos daqueles que conviveram com Pe. Alfredinho, desde idosos e até a geração dos anos 90.

Centenas de fiéis se reuniram numa procissão até a Igreja de São Francisco, onde a urna seria entronizada. Dando continuidade ao cortejo, houve uma missa e, em seguida, o depósito da urna na cripta. Os restos mortais se encontram disponíveis para visitação de segunda a sábado.

Foto: Arquivo Pessoal

Quem foi Pe. Alfredinho?

Frédy Kunz nasceu no dia 09 de fevereiro de 1920, em Berna, na Suíça. Falecido em 2000, em Santo André, município de São Paulo, era integrante da Congregação dos Filhos da Caridade. Na década de 80 Pe. Alfredinho criou a Irmandade do Servo Sofredor.

Em 1968 foi enviado para a diocese de Crateús, que era dirigida na época por Dom Antônio Batista Fragoso, um dos participantes do Pacto das Catacumbas. O objetivo do sacerdote era transformar a Igreja Católica em uma entidade que estivesse a serviço dos mais pobres e das suas lutas para sair da miséria e da exploração.

Histórico em Crateús

Em determinada data, Pe. Alfredinho concedeu a unção dos enfermos a uma prostituta de apenas 22 anos, que faleceu duas semanas depois vítima de tuberculose. Após o falecimento da jovem, Alfredinho alugou o barraco onde vivia a moça e naquele local exerceu suas funções religiosas por três anos convivendo com pessoas marginalizadas.

Em 1976, quando sofria de uma hérnia de disco, o sacerdote indagou ao biblista Carlos Mesters o sentido de tamanho sofrimento. Esse questionamento levou Mesters a escrever o livro “A Missão do Povo que Sofre”, que apresenta os quatro cânticos do Servo de Javé como quatro passos que o sofredor faz em seu processo de descoberta vocacional.

No início de março de 1981, em decorrência de uma forte seca na região, dezenas de flagelados chegaram à cidade de Crateús em busca de alimentos. Naquele contexto, Pe. Alfredinho organizou a campanha Porta Aberta aos Famintos (PAF), pelo qual as pessoas dispostas a doar comida colocavam um cartaz com a frase na porta de suas casas. Essa campanha ajudou a alimentar milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.