O Governo Federal estuda a demolição da chamada Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump no local.

A possibilidade foi discutida em reuniões realizadas nesta segunda-feira (15), com a participação de representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o objetivo dos encontros foi discutir medidas para impedir o acesso à estrutura e buscar uma solução definitiva para a área.
Durante a reunião, a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Felix, manifestaram apoio à demolição da ponte. As administrações municipais também informaram que já realizam ações para restringir a entrada de pessoas no local.
Como medidas imediatas, a Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que funcionava como barreira de acesso à ponte, enquanto a SPU informou que instalará obstáculos físicos e placas de sinalização alertando que a estrutura pertence à União e que a entrada é proibida.
A Secretaria de Patrimônio da União destacou ainda que a ponte passou oficialmente para a gestão do órgão em maio deste ano e que não havia autorização para a realização de atividades esportivas no local.
O debate ocorre após a Prefeitura de Limeira anunciar que pretende acionar judicialmente o Governo Federal, alegando omissão na fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte. Segundo o município, ofícios cobrando providências de segurança teriam sido encaminhados aos órgãos responsáveis desde o início de 2025.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu na manhã do último sábado (13) após participar de uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto. De acordo com as investigações, a jovem foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem que a corda de segurança estivesse conectada ao equipamento.
Após a queda, pessoas que estavam no local tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a morte foi constatada ainda no local em decorrência de múltiplos traumas.
Três funcionários da empresa responsável pela atividade foram presos. Segundo a Polícia Civil, os elementos apurados indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte. Os suspeitos foram autuados por homicídio com dolo eventual, tiveram as prisões convertidas em preventivas e permanecem à disposição da Justiça.
As investigações também apontam que a ponte possui histórico de ocorrências graves, incluindo outros registros de mortes, fator considerado pelas autoridades na apuração do caso.


