O governo federal lançou, neste domingo (3), uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salários.
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a ação será veiculada em televisão, rádio, mídias digitais, jornais, cinema e também na imprensa internacional.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, três em cada dez trabalhadores com carteira assinada atuam nesse regime. A estimativa do governo é que cerca de 37 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a mudança.
A iniciativa ocorre após reveses recentes do Palácio do Planalto no Congresso e em meio à queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo enviou um projeto de lei com urgência constitucional propondo a nova jornada, dois dias de descanso remunerado e a proibição de redução salarial.
Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu acelerar a tramitação de uma PEC sobre o tema. A comissão especial terá prazo de dez sessões para receber emendas antes da apresentação do parecer pelo relator, Leo Prates.
O governo avalia que os custos da medida seriam semelhantes aos de reajustes do salário mínimo, enquanto a Confederação Nacional da Indústria alerta para possível aumento de custos, pressão inflacionária e impactos no poder de compra.


