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Grupo de vereadores é investigado por série de crimes

Após denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), sete pessoas, sendo seis delas vereadores, são alvo de investigação por uma série de crimes, em Canindé, a 117 km de Fortaleza. Entre os delitos estão compra de votos, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, disparos de arma de fogo e dano qualificado.

Toda a situação foi iniciada em 2020, quando as residências do vereador Adriano Ximenes (PSB) e da prefeita Rozário Ximenes (DEM) foram atacadas com tiros nas áreas externas, em via pública. Segundo o inquérito policial, a ação teria sido encomendada pelo ex-presidente da Câmara Municipal, Alan Uchôa (PV), conhecido como Panta.

Na época, Panta foi derrotado nas eleições municipais, quando concorreu ao cargo de vice-prefeito, e teria contratado Francisco Clerton Abreu da Silva para realizar o atentado com o intuito de intimidar a gestora. No mesmo período, a esposa do ex-vereador, Tatiana Uchôa (PSD), foi eleita para assumir uma vaga na Casa Legislativa e teria sido conivente com uma manobra política para que seu esposo permanecesse, mesmo que indiretamente, interferindo no andamento político do município.

Grupo de vereadores são investigados por série de crimes
Foto: Divulgação/MPCE

Diante desse cenário, uma chapa foi montada para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal e o vereador Adriano Ximenes teria recebido a quantia de R$ 130 mil para votar em Tatiana para a presidência da Casa. Porém, ao ter conhecimento de que o grupo era opositor à prefeita, Adriano havia tentado devolver a quantia, que não foi aceita de volta. Dessa forma, o vereador passou a ser perseguido e ameaçado, sendo necessário até mesmo fugir para Fortaleza para evitar represálias.

Os demais envolvidos na situação são os vereadores Geovane Lira (PSD), Manoel Deodato (Solidariedade) e Gleison Feitosa (PL), que também foram citados no inquérito. A denúncia do MPCE pedia o afastamento dos parlamentares enquanto as investigações estivessem em andamento, a aplicação de medidas cautelares e o impedimento o acesso dos vereadores à Prefeitura e à Câmara Municipal.

Por determinação do juiz Francisco Hilton Domingos de Luna Filho, titular da Vara Única da Comarca de Canindé, o vereador Manoel Deodato e Francisco Clerton, autor dos disparos, terão que usar tornozeleira eletrônica por três meses. Além do monitoramento, Manoel Deodato também precisará manter uma distância mínima de 200 metros de Adriano Ximenes e seus familiares, se abstendo, inclusive, de qualquer tipo de contato. Em caso de descumprimento, o réu poderá ser preso preventivamente.

Dessa maneira, o pedido do MPCE foi atendido parcialmente, já que as outras sugestões não foram aplicadas. A decisão foi expedida no dia 31 de janeiro e os investigados receberam o prazo de dez dias para apresentarem suas defesas.

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