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IJF registra aumento de 31% nos casos de picada de escorpiões

Uma das alternativas para evitar a picada de escorpião é exatamente não criar ambientes que sejam favoráveis à sua proliferação - (Foto: Reprodução)
Uma das alternativas para evitar a picada de escorpiões é exatamente não criar ambientes que sejam favoráveis à sua proliferação – (Foto: Reprodução)

O Instituto Dr. José Frota (IJF) registrou um aumento de 31% no número de atendimentos por picada de escorpiões no primeiro trimestre de 2026, em Fortaleza. Os dados são do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), que acompanha ocorrências envolvendo animais peçonhentos na capital.

Ao todo, foram contabilizados 898 atendimentos entre janeiro e março deste ano, número superior ao registrado no mesmo período de 2025. Segundo especialistas da unidade de saúde, o aumento está diretamente relacionado ao período chuvoso, que favorece a proliferação dos escorpiões. O cenário faz com que esses animais busquem abrigo em áreas urbanas, especialmente dentro de residências.

O IJF reforça que a população deve adotar medidas preventivas, como evitar acúmulo de lixo e entulho, vedar ralos e frestas, além de manter atenção ao manusear roupas, calçados e objetos guardados por longos períodos.

Orientações em acidentes provocados por picada de escorpiões

Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. A rapidez no socorro é considerada essencial para evitar complicações, principalmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Em maio deste ano, médicos, enfermeiros e profissionais da Atenção Primária terão  acesso a uma nova capacitação lançada pela Secretaria de Saúde do Ceará. A pasta vai ministrar, nos dias 7 e 8 do próximo mês, um curso para tratamento e diagnóstico de pessoas que tenham sofrido algum dano causado pela ação de animais peçonhentos. 

De acordo com a articuladora do Grupo Técnico das Zoonoses da Vigilância Epidemiológica da Sesa, Kellyn Cavalcante, a proposta da Secretaria é fazer com que os profissionais da saúde, sobretudo os que possuem um contato mais próximo com a população, estejam prontos para prestarem um atendimento eficaz em casos provocados por animais com essa característica.

“Queremos garantir que os profissionais estejam preparados para lidar com esses agravos e oferecer o melhor atendimento possível às vítimas de acidentes com animais peçonhentos”, destaca.

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