
O número de consumidores negativados no Ceará cresceu 3% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da alta, o índice ficou abaixo da média nacional, de 7%, segundo levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE) em parceria com o SPC Brasil.
O valor médio das dívidas por consumidor negativado também aumentou. Em setembro, chegou a R$ 4.762, ante R$ 4.350 no mesmo período de 2025, uma elevação de 9,5%. Além disso, 32% dos consumidores negativados acumulavam débitos com atrasos entre um e três anos.
O levantamento aponta que o número de dívidas em atraso no estado cresceu 9,5% em um ano, abaixo do avanço nacional, de 13,6%. As instituições bancárias concentram 59% dos débitos registrados no Ceará, seguidas pelos serviços de água e energia elétrica, com 17,1%.
A reincidência também é elevada: 92% dos consumidores negativados em setembro já estavam nessa situação ou haviam passado por ela nos 12 meses anteriores. O dado indica a permanência de parte dos consumidores em um ciclo de endividamento.
Vendas do comércio superam média nacional
Apesar do avanço da inadimplência, o comércio varejista cearense apresentou crescimento acima da média brasileira. De janeiro a agosto de 2026, as vendas do setor aumentaram 3,9% no Ceará, enquanto o país registrou alta de 1,7%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No varejo ampliado, que inclui segmentos como veículos e materiais de construção, o crescimento acumulado no estado foi de 3,6%, também superior ao resultado nacional, de 1,7%.
Os dados fazem parte do Radar do Varejo Cearense, publicação mensal da FCDL-CE que reúne indicadores sobre o comportamento dos consumidores e o desempenho do comércio.
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