O sistema de segurança do Pix foi reforçado pelo Banco Central do Brasil e as novas regras já estão em vigor. As mudanças buscam reduzir fraudes, golpes e casos de coerção, com destaque para mecanismos mais eficientes de rastreamento e bloqueio de valores.
A principal alteração envolve o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passou a operar em uma versão mais avançada. Com o chamado MED 2.0, as instituições financeiras agora conseguem rastrear o dinheiro transferido em até cinco níveis de contas, ampliando o alcance do bloqueio, que antes se limitava à primeira conta receptora.
Outra medida relevante é o bloqueio cautelar, que permite aos bancos reter valores suspeitos por até 72 horas. Caso a fraude seja confirmada, o processo de devolução pode ser concluído em cerca de 11 dias, período em que os recursos permanecem indisponíveis para garantir o ressarcimento à vítima.

A expectativa é de aumento na recuperação de valores desviados e redução das fraudes. Estimativas apontam que as novas regras podem diminuir em até 40% os golpes bem-sucedidos.
O uso do MED é restrito a casos de fraude, suspeita de fraude ou falhas operacionais, não sendo aplicável a transferências realizadas por erro do próprio usuário, como envio para destinatário incorreto. Entre os principais pontos das novas regras estão a obrigatoriedade do MED 2.0 para todas as instituições, o rastreamento ampliado das transações, a possibilidade de contestação diretamente pelos aplicativos bancários e o compartilhamento de informações entre bancos para facilitar o bloqueio e a devolução dos valores.
Em caso de golpe, a orientação é contestar a transação o mais rápido possível pelos canais oficiais do banco. Após o acionamento, as instituições envolvidas se comunicam em até 30 minutos, realizam o bloqueio dos valores suspeitos e analisam a ocorrência. Se a fraude for confirmada, o dinheiro é devolvido; caso contrário, o valor é liberado ao recebedor.
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