
No evento que criou o Conselho de Governança e Desenvolvimento da Produção de Hidrogênio Verde, realizado nesta segunda-feira (07/08), o senador Cid Gomes foi questionado sobre as polêmicas em torno das obras do Acquário de Fortaleza. O ex-governador, autor do projeto, lamentou que a obra ainda não tenha sido entregue e detalhou sobre a intenção inicial da implantação do equipamento.
De acordo com Cid, o principal objetivo da elaboração do Acquário era combater a alta do turismo sexual na capital cearense. Segundo o ex-governador, o equipamento iria promover o turismo de família. “Fortaleza era muito buscada pelo turismo sexual. Vinham pessoas de fora do Brasil em busca disso. Como que se combate? Com uma série de políticas de Polícia, conscientização e atrair o turismo de família . Como atrai? Com equipamentos que atraiam crianças que provoquem os pais para virem para cá. À época foi pensado o Acquário”, justificou.
“Eu não decidi fazer o Acquário por um capricho pessoal. A gente conversou com muita gente do turismo. A compreensão do diagnóstico feito na época mudou em alguns aspectos”
Ainda de acordo com o governador, o Ceará não poderia sustentar o turismo apenas com a sazonalidade das férias de julho e de fim de ano. Para custear a construção, o principal objetivo era conseguir um financiador externo, que desistiu de investir no Acquário após a série de processos e notícias polêmicas. “Uma série de antagonistas ao projeto acabaram fazendo o Easy Banking desistir. Faziam um processo aqui com cópia para lá. Lamento. Ficam colocando isso como desafio para mim. As coisas mudaram. Hoje turismo sexual é preocupação como era há dez anos?”, expôs.
Entenda
O tema abordado tem sido alvo de discordâncias e entraves políticos, principalmente entre Sarto Nogueira, prefeito de Fortaleza, e Elmano de Freitas, governador do Ceará. O prefeito voltou a criticar o trabalho do chefe do Executivo, afirmando que a gestão ficaria responsável pela reforma da “Ponte dos Ingleses”, para que as obras deste equipamento não virassem “um Acquario”. A declaração de Sarto fez referência às obras paralisadas desde 2015, orçadas em cerca de R$ 350 milhões


